VOCÊ SABIA QUE A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS?


Texto e Foto de Ana Maria Louzada

Quando acreditamos muito em algo, temos confiança, esperança que tudo vai dar certo.

 “Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será”[1]

Fé em Deus!
Fé em si mesmo.

Qual é o sentido da fé?
Em que acreditamos?
Por que acreditamos em algumas coisas e não em outras?
Ter fé e acreditar tem o mesmo sentido?

Refletir sobre tais questões implica em discorrermos sobre o modo como nos relacionamos com Deus. Como compreendemos a nossa fé e o nosso querer... Principalmente o querer acreditar.

Quando queremos muito alguma coisa, lembramos de Deus?
Quando estamos passando por algum aperto, lembramos de Deus?

Geralmente nesses momentos apresentamos os nossos pedidos, o nosso querer. E assim, prometemos muitas coisas, pois queremos outras tantas.

No entanto, ao conseguirmos o que desejamos ou precisamos nos tornamos orgulhosos, presunçosos, egoístas e mal agradecidos, pois acreditamos que tudo foi pelo nosso exclusivo mérito.

As vezes até agradecemos, mas da boca pra fora, pois lá em nosso íntimo acreditamos que o sucesso foi uma conquista individual. Nos esquecemos que conquistar algo envolve um conjunto de fluídos. Mesmo que façamos as nossas escolhas em prol de significativas conquistas, ainda assim, nessa escolha se encontram múltiplas vozes.

Vozes do bem ou do mal. Lembranças da educação que tivemos, dos conselhos que nos deram e acima de tudo, das chamadas de atenção que vivenciamos. Sejam dos nossos familiares, amigos, professores, bem como, dos nossos anjos protetores. Mas também, vozes e lembranças, mesmo que inconscientemente, daqueles que nos querem mal e que em muitas situações se disfarçam de bons companheiros.

Quando acreditamos e/ou queremos muito alguma coisa as vezes não conseguimos perceber os caminhos que se abrem à nossa frente e se estivermos imbuídos de falsas ideias, de maus pensamentos, podemos escolher o caminho que nos conduzirá ao fracasso. 

E aí a culpa é de quem? Em quem acreditamos? Nos conselhos dos que nos querem bem ou nas vozes dos que nos querem mal?

Para que possamos reconhecer as vozes que nos conduzem, precisamos acreditar que queremos de fato algo que seja bom. Fazer uma reflexão de modo que busquemos em nosso íntimo qual é de fato o nosso querer e em que acreditamos.

Maus pensamentos atraem energias ruins que instigam tomadas de decisões também ruins. O nosso querer se mistura com a soberba, com o orgulho e com a vaidade. Todas são atitudes que enfraquecem as nossas decisões e confundem o sentido da nossa fé, pois nos fazem acreditar em coisas que são supérfluas.

Quando estamos inclinados a ouvir os maus conselhos, aqueles representados pelos maus pensamentos, atraímos para junto de nós energias que nos conduzem às decisões perversas, desanimadoras, angustiantes, desleais, superficiais, enfim, decisões que nos conduzem a desacreditar no amor, de modo que percamos a esperança, isto é, a fé em nosso bem querer.

Sim... Quando desacreditamos na possibilidade de algo bom, perdemos a verdadeira fé. Nos associamos a uma fé volúvel, interesseira e presunçosa. Uma fé que se restringe à ações materiais e que nos tornam seres fragilizados.

Essa fé não transporta montanha, porque enrijece os corações, cega a alma, enfraquece os bons sentimentos e nos transforma em seres vulneráveis às más inclinações. Nos faz acreditar em coisas que enfraquecem a nossa fé sublime.

Já a verdadeira fé rompe com o orgulho, com a soberba, com a inveja e com a avareza. A verdadeira fé é amorosa, caridosa, paciente e esperançosa. Faz o que deve ser feito sem esperar algo em troca. Faz o que deve ser feito pelo amor ao próximo. Pelo prazer em vê-lo feliz.

Essa fé propaga o bem, afim de melhorar a humanidade, porque acredita na emancipação humana. Constitui uma fé soberana... Fé em DEUS! Fé na vida eterna.

A verdadeira fé acredita num mundo melhor. Acredita que não devemos acumular riquezas materiais. Acredita que um pedido se torna eficaz quando feito com amor e interesse na melhoria da humanidade. E se somos verdadeiros seres humanos, já estamos incluídos na humanidade que desejamos.

Por isso, destacamos que a fé transporta montanhas, uma vez que para alcançarmos a vida eterna precisamos vencer os maus pensamentos, as soberbas palavras e a avareza das nossas ações. 

Pensamentos, Palavras e Ações são Montanhas que precisamos escalar em nosso cotidiano. Para transportá-las precisamos de sublimes pensamentos, sábias palavras e generosas ações. 

Para tanto, precisamos acreditar que a é o desejo que nos imbui de buscar o verdadeiro sentido da vida, com vistas à vida eterna. Sendo assim, precisamos acreditar em Deus e ter fé em seus ensinamentos. 

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[1] Nunca Pare de Sonhar. Gonzaguinha

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