EMPREENDEDORISMO MORAL, ÉTICO E SOLIDÁRIO


Por Ana maria Louzada

Muito mais do que empreender para construir riquezas materiais, precisamos nos conscientizar sobre a importância do empreendedorismo moral... Aquele que fortalece, que empodera gerações e que transforma corações.

O empreendedorismo moral conduz à transformação espiritual, de modo que, como qualquer outro aspecto de empreender exige bom relacionamento e significativas orientações. Por isso, necessário se faz exercitarmos a nossa inteligência moral.

De que modo estamos empreendendo quando estamos dialogando com a nossa família? Quando estamos preparando o alimento diário? Quando estamos interagindo no setor onde trabalhamos?
Independente das funções que exercemos em nosso dia a dia temos um compromisso com o modo de empreender cada pensamento, cada palavra e cada ação vivenciada.

Em todas as situações precisamos exercitar a inteligência moral. Sim... a inteligência que promove um empreendedorismo ético.

Um empreendedor ético não fica limitado às atitudes que conduzem apenas as produções materiais, mas amplia as suas dimensões de empreender quando inclui o outro.

Hoje se fala muito em ensinar as crianças como empreender. Mas o que vemos é um projeto essencialmente capitalista, com foco no ter, ter e ter. A nossa responsabilidade na educação das crianças é muito séria.

Ensinar as crianças como utilizar o dinheiro, por exemplo, exige reconhecê-la capaz de compreender que a riqueza que levamos dessa vida, não se materializa na moeda, mas se concretiza nas generosas ações.

Em que medida o que estamos produzindo e oferecendo ao outro no mercado de vendas, tem implicações na melhoria da qualidade de vida da comunidade em que vivemos? Não basta produzir, vender e ganhar dinheiro. Mas como estamos produzindo, de que forma estamos vendendo e o que faremos com o dinheiro?

Vivemos sim, num mundo em que a moeda é necessária para a aquisição de materiais que são fundamentais para a garantia das nossas necessidades básicas. Necessidades do nosso corpo matéria. Precisamos nos alimentar, nos vestir, estudar, etc.

No entanto, o que comumente vemos, é um empreendedorismo que subjuga o outro, que não leva em consideração as relações humanas. Que prima pela ganância, avareza de tal forma que o indivíduo usa o seu tempo diário em prol de acumular bens materiais.

Qual é o sentido de juntar dinheiro? Qual é o sentido de realizar um sonho em detrimento das reais necessidades daqueles com as quais convivemos? De que adianta podermos fazer viagens, comprar roupas de grife, comer no restaurante mais caro se convivo com pessoas que não tem o básico para a suas necessidades vitais?

Encontrar o caminho mais simples para empreender é o nosso desafio. Desafio que exige uma inteligência moral. Inteligência que promove a formação de empreendedores solidários.

Por isso tenhamos cuidado ao ensinar a criança atitudes que possam comprometer a sua inteligência moral. Inteligência que dialoga com a ética e a solidariedade.

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